longas

Terça, 8/12, 18h

abertura

A jangada de Welles

(CE, 2019, 75’), de Petrus Cariry e Firmino Holanda

O jangadeiro Manuel Jacaré foi tragado pelo mar quando Orson Welles filmava It`s All True, em 1942. O fato evoca memórias da ditadura do Estado Novo, da Segunda Guerra, da luta de pescadores cearenses por direitos trabalhistas e por moradia no seu espaço tradicional - alvo de especulação imobiliária.

quarta, 9/12, 18h

Cidades e Conflitos

beco

(PE, 2019, 72’), de Camilo Cavalcante

O bairro de Afogados, na zona sul de Recife, ferve com a atividade comercial. Em meio ao vaivém de pessoas, há um beco com bares, que recebe diversos tipos de frequentadores, trabalhadores e transeuntes - essas pessoas constroem um retrato simples e poético sobre a vida no subúrbio do nordeste brasileiro, mostrando o abismo entre uma elite dominante e pessoas que vivem à margem da sociedade.

Quinta, 10/12, 18h

Ecossistemas e diversidade

Castelo de Terra

(MG / França, 95’, 2019), de Oriane Descout

Em Rio Pomba, Minas Gerais, Oriane Descout conheceu seu companheiro Márcio “Marreco” e a agroecologia. Seu filme registra, em primeira pessoa, os desafios enfrentados na construção de uma sociedade no campo, coletiva, autogerida, sustentável e ecológica. Como símbolos dos sonhos e angústias do casal, desenhos animados se sobrepõem aos desafios e descobertas de um estilo de vida rural e anticapitalista.

sexta, 11/12, 18h

Povos e territórios

Yãmiyhex: as mulheres-espírito

(MG, 2019, 76’), de Sueli Maxakali e Isael Maxakali

 

Após passarem alguns meses na Aldeia Verde, as yãmĩyhex (mulheres-espírito) se preparam para partir. Os cineastas Sueli e Isael Maxakali registram os preparativos e a grande festa para sua despedida. Durante os dias de festa, uma multidão de espíritos atravessa a aldeia. As yãmĩyhex vão embora, mas sempre voltam com saudades dos seus pais e das suas mães.

sábado, 12/12, 18h

encerramento

Virou Brasil

(MA/PE, 2019, 91’), de Pakea, Hajkaramykya, Arakurania, Petua, Arawtyta'ia, Sabiá e Paranya

 

Entre a vida na mata e as histórias antigas de seus avós, passando pela experiência do contato com a sociedade não indígena, vivida por seus pais, uma nova geração de jovens Awá-Guajá nos conduz - com suas câmeras de vídeo - pelos caminhos que levaram sua terra a "virar Brasil". Hoje, em meio ao assédio dos karaí no entorno e a proximidade com a ferrovia da Vale - que leva obras, projetos e funcionários para dentro da aldeia - estão os desafios para manter a terra e as tradições, enquanto também se assimilam os novos costumes.